O Projeto

Ciência, tecnologias e inovação para o enfrentamento das mudanças climáticas

Uma iniciativa de pesquisa, ensino e extensão desenvolvida em sete escolas públicas estaduais de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, que aproxima meninas e jovens mulheres das Ciências Exatas e da Terra, das Engenharias e da Computação a partir do estudo das mudanças climáticas em seus próprios territórios.

7

Escolas públicas estaduais em Duque de Caxias

230

Estudantes do Ensino Médio envolvidas

29

Bolsistas de Ensino Médio (CNPq e FAPERJ)

3

Unidades do percurso pedagógico

Sobre

Meninas pelo Clima

O Meninas pelo Clima: Ciência, Tecnologias e Inovação para o Enfrentamento das Mudanças Climáticas é um projeto de pesquisa, ensino e extensão desenvolvido em escolas públicas estaduais de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.

A iniciativa busca aproximar meninas e jovens mulheres das áreas de Ciências Exatas e da Terra, Engenharias e Computação por meio do estudo das mudanças climáticas e do desenvolvimento de soluções para problemas vivenciados em suas comunidades.

O projeto parte do princípio de que a crise climática não afeta todas as pessoas da mesma forma. Seus impactos são atravessados por desigualdades sociais, territoriais, raciais e de gênero, atingindo de maneira mais intensa populações historicamente vulnerabilizadas. Por isso, o Meninas pelo Clima articula educação científica, justiça climática, justiça climática feminista, participação juvenil e formação para as áreas de Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática (STEAM).

As estudantes são incentivadas a investigar seus territórios, produzir dados, utilizar tecnologias, dialogar com pesquisadoras, desenvolver soluções e participar da formulação de propostas para o enfrentamento das mudanças climáticas. Dessa forma, deixam de ocupar apenas o lugar de aprendizes e passam a atuar como produtoras de conhecimento e protagonistas da ação climática.

Estudantes trabalhando em grupo durante uma atividade do projeto na escola.

Justificativa

Por que Meninas pelo Clima?

As mudanças climáticas constituem um dos principais desafios contemporâneos e têm provocado o aumento da frequência e da intensidade de eventos extremos, como inundações, secas, ondas de calor e deslizamentos. Em territórios marcados por desigualdades socioambientais, como diferentes áreas de Duque de Caxias, esses impactos se combinam a problemas históricos relacionados ao saneamento, ao abastecimento de água, à ocupação urbana e à degradação ambiental.

Ao mesmo tempo, meninas e mulheres permanecem sub-representadas em diferentes áreas científicas e tecnológicas. O Meninas pelo Clima aproxima essas duas questões ao criar oportunidades para que jovens estudantes conheçam carreiras científicas, desenvolvam habilidades tecnológicas e mobilizem esses conhecimentos para compreender e transformar seus próprios territórios.

Aprender ciência e tecnologia é também ampliar as possibilidades de participação social, de exercício da cidadania e de construção de respostas coletivas diante da crise climática.

Objetivos

O que o projeto busca alcançar

O objetivo geral é investigar a formação de meninas e mulheres para o ingresso em carreiras das Ciências Exatas e da Terra, Engenharias e Computação, por meio de atividades relacionadas ao enfrentamento das mudanças climáticas no município de Duque de Caxias.

  • Despertar o interesse das estudantes por carreiras científicas e tecnológicas.
  • Desenvolver soluções inovadoras para problemas climáticos das escolas e comunidades.
  • Ampliar a familiarização das estudantes com diferentes tecnologias.
  • Fortalecer lideranças femininas comprometidas com a justiça climática.
  • Produzir materiais de divulgação científica para escolas, comunidades e sociedade.
  • Promover a equidade de gênero e étnico-racial na ciência e na tecnologia.
Estudantes e pesquisadoras reunidas em torno de uma mesa durante atividade colaborativa.

Metodologia

Como trabalhamos

O Meninas pelo Clima adota uma metodologia qualitativa, participativa e de intervenção, articulada à abordagem STEAM, à ciência cidadã e às tecnologias sociais.

As atividades são construídas de forma colaborativa entre estudantes, docentes das escolas públicas, pesquisadoras, bolsistas de graduação e pós-graduação e instituições parceiras. A proposta valoriza a investigação de problemas reais, a experimentação, o trabalho coletivo e a produção de conhecimentos vinculados às experiências das estudantes e aos territórios onde vivem.

O percurso formativo envolve a investigação dos impactos locais das mudanças climáticas, a utilização de ferramentas de geoprocessamento e georreferenciamento, a produção de fotografias e vídeos em 360°, o uso de realidade virtual, drones, programação, eletrônica e robótica, além da construção de estações meteorológicas com plataformas como Arduino e ESP32.

Mais do que ensinar a utilizar tecnologias, o projeto busca criar situações em que as estudantes possam empregá-las para formular perguntas, produzir dados, compreender problemas ambientais e desenvolver respostas para desafios concretos.

Projeto Pedagógico

Um percurso em três unidades

As atividades desenvolvidas nas escolas estão organizadas em uma proposta pedagógica que integra o estudo crítico das mudanças climáticas ao desenvolvimento de soluções tecnológicas e ao fortalecimento do protagonismo juvenil feminino.

1

Diagnóstico Climático: identificação de problemas e impactos

As estudantes estudam mudanças climáticas, justiça climática, racismo ambiental e vulnerabilidades territoriais, investigando problemas presentes em suas comunidades por meio da observação, de registros de campo, fotografias, vídeos e outras linguagens.

2

Tecnologias e desenvolvimento de soluções climáticas

São introduzidas ferramentas de geoprocessamento e georreferenciamento, mapas digitais, imagens produzidas com drones e outras tecnologias que apoiam a identificação e a representação das vulnerabilidades ambientais de Duque de Caxias.

3

Construção de soluções e ativismo climático

As estudantes trabalham com eletrônica, robótica, programação e estações meteorológicas escolares, sistematizam dados e desenvolvem propostas de intervenção e políticas públicas voltadas à justiça climática e aos direitos das mulheres.

Materiais e equipamentos utilizados nas oficinas do projeto sobre uma bancada.

Roteiros

Roteiros das atividades

O projeto pedagógico também reúne os roteiros utilizados nas atividades desenvolvidas nas escolas, possibilitando o compartilhamento das experiências com outros professores, estudantes e instituições interessadas em desenvolver práticas semelhantes.

São dezessete roteiros que percorrem perspectivas de futuro, inteligência artificial, realidade aumentada e virtual, photovoice, storyboarding, georreferenciamento com MyMaps, QGIS, QField e drones, programação criativa, circuitos de papel, estações meteorológicas e propostas de ações climáticas.

Os materiais são elaborados pela equipe do LabPENSo/CNPq, da Faculdade de Educação da Baixada Fluminense (FEBF/UERJ), e ficam disponíveis na página de Produções.

Estudantes utilizando computadores em uma atividade de georreferenciamento.

Território

Ciência, tecnologia e território

O território ocupa um lugar central no Meninas pelo Clima. As estudantes são convidadas a observar suas comunidades, identificar problemas ambientais, registrar evidências, produzir dados e compreender como as mudanças climáticas se manifestam em diferentes partes do município.

Nesse processo, utilizam ferramentas como Google Earth, QGIS, QField, drones e outras tecnologias de georreferenciamento para construir coletivamente representações das vulnerabilidades socioambientais identificadas. A experiência já desenvolvida no projeto inclui a produção de mapas colaborativos digitais e a análise de áreas vulneráveis às mudanças climáticas.

Essa abordagem aproxima o conhecimento científico da experiência cotidiana das estudantes e reconhece o território como espaço de investigação, aprendizagem e intervenção.

Protagonismo

As meninas no centro do projeto

Ao longo das atividades, as participantes são estimuladas a fazer perguntas, investigar problemas, produzir dados, utilizar equipamentos científicos e tecnológicos, desenvolver projetos, apresentar seus resultados e dialogar com pesquisadoras, comunidades e representantes do poder público.

O projeto busca ampliar as possibilidades de participação das jovens na ciência e na ação climática, fortalecendo sua autonomia e sua presença em espaços historicamente marcados pela baixa participação feminina.

As estudantes também têm oportunidades de conhecer pesquisadoras e diferentes trajetórias profissionais, visitar universidades e laboratórios e participar de eventos científicos, ampliando seus horizontes de formação acadêmica e profissional.

Escolas

Escolas participantes

O Meninas pelo Clima é desenvolvido em sete escolas públicas estaduais de Duque de Caxias, localizadas em diferentes áreas do município.

  1. 1

    Instituto de Educação Governador Roberto Silveira

    Primeiro Distrito
  2. 2

    Colégio Estadual Alexander Graham Bell

    Segundo Distrito
  3. 3

    Colégio Estadual Dr. Alfredo Backer

    Terceiro Distrito
  4. 4

    Colégio Estadual Barão de Mauá

    Quarto Distrito
  5. 5

    Colégio Estadual Álvaro Negromonte

    Primeiro Distrito
  6. 6

    CIEP 199 Charles Chaplin

    Primeiro Distrito
  7. 7

    CIEP 218 Ministro Hermes Lima Brasil-Turquia

    Primeiro Distrito

A presença em diferentes escolas permite que o projeto dialogue com realidades territoriais diversas e produza conhecimentos sobre distintas formas de vulnerabilidade e ação climática no município.

Três dimensões

Pesquisa, ensino e extensão

O Meninas pelo Clima articula três dimensões complementares, que se alimentam mutuamente ao longo de todo o percurso.

Pesquisa

Investiga os processos de formação científica, tecnológica e socioambiental das estudantes, com coleta e análise de dados em todas as etapas e produção de artigos científicos.

Ensino

Desenvolve uma proposta pedagógica interdisciplinar integrada às práticas escolares, baseada em metodologias investigativas, participação e experimentação.

Extensão

Aproxima universidade, escolas, comunidades, instituições públicas e organizações sociais, promovendo formação, divulgação científica e participação em ações de justiça climática.

Essa integração permite que o conhecimento produzido circule para além da universidade e que os problemas e saberes presentes nos territórios contribuam diretamente para a construção das atividades acadêmicas.

Estudantes reunidas em atividade coletiva de apresentação de resultados.

Resultados

Resultados e compromisso público

Ao longo do projeto são produzidos materiais e experiências voltados à educação, à divulgação científica e à participação social: Mapa Colaborativo, vídeos em 360°, exposições fotográficas, estações meteorológicas escolares, materiais didáticos, publicações científicas, soluções tecnológicas e propostas de ação climática desenvolvidas pelas estudantes.

Esses resultados são apresentados em escolas, eventos científicos e atividades públicas, com destaque para o Todas pelo Clima, evento de culminância que reúne estudantes, docentes, pesquisadoras, instituições parceiras e representantes do poder público.

Compreender a crise climática, produzir ciência, dominar tecnologias, formular soluções e participar das decisões sobre o futuro de seus territórios.

Equipe

Quem faz o Meninas pelo Clima

O projeto é coordenado na Faculdade de Educação da Baixada Fluminense (FEBF) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro e reúne pesquisadoras e pesquisadores de diferentes áreas e instituições, em diálogo com docentes das escolas, bolsistas e colaboradoras internacionais.

Coordenação

  • Cleonice Puggian

    UERJ · FEBF · LabPENSo

    Educação. Doutorado em Educação pela Universidade de Cambridge (2009). Proponente e coordenadora do projeto.

    Currículo Lattes

Pesquisadoras e pesquisadores

  • Maria Celiana Pinheiro Lima

    IFRJ · Duque de Caxias

    Ciência e Tecnologia. Acolhimento das estudantes em visitas aos laboratórios e apoio ao desenvolvimento de soluções climáticas.

    Currículo Lattes
  • Juliany Cola Fernandes Rodrigues

    UFRJ · Campus Xerém

    Biofísica e Biologia Celular. Acolhimento das estudantes nos laboratórios da UFRJ-Xerém e apoio ao desenvolvimento de soluções.

    Currículo Lattes
  • Eline das Flores Victer

    UNIGRANRIO · Duque de Caxias

    Ensino de Ciências e Matemática. Apoio às atividades de computação e acolhimento das estudantes nos laboratórios da universidade.

    Currículo Lattes
  • Adriana do Carmo Correia Gonçalves

    UERJ · FEBF

    Educação e Artes. Formação de estudantes e docentes nas questões étnico-raciais.

    Currículo Lattes
  • Liandra Lima Carvalho

    UERJ · FEBF

    Direitos das mulheres. Formação de docentes e estudantes sobre feminismo e atuação de mulheres na política.

    Currículo Lattes
  • Ivanete Silva

    UERJ · FEBF · Fórum de Mulheres

    Educação feminista e das relações étnico-raciais. Rodas de escuta em parceria com o Fórum Municipal dos Direitos da Mulher de Duque de Caxias.

    Currículo Lattes
  • Felipe Varanda

    UFRJ

    Mídias, fotografia, vídeo e narrativas digitais. Produção de vídeos em 360° sobre mudanças climáticas em Duque de Caxias.

    Currículo Lattes
  • Geraldo Roberto Carvalho Cernicchiaro

    CBPF · Física

    Instrumentação e medidas. Apoio às atividades com circuitos e sensores, como ESP32 e Arduino.

    Currículo Lattes
  • Leandro Trindade Pinto

    UERJ · FEBF

    Ensino de Ciências e Química na Educação Básica. Desenvolvimento de materiais didáticos e formação de professores.

    Currículo Lattes
  • Vinicius de Azevedo Silva

    UNICAMP

    Geotecnologias e geoprocessamento voltados aos recursos hídricos. Apoio às atividades de geotecnologia.

    Currículo Lattes
  • Vinicius da Silva Seabra

    UERJ · FFP

    Geografia, dinâmicas ambientais e geoprocessamento. Apoio às atividades de geotecnologia.

    Currículo Lattes
  • Claudia Hamacher

    UERJ · Oceanografia

    Análise dos impactos das mudanças climáticas nos ambientes aquáticos e orientação das estudantes no desenvolvimento de soluções comunitárias.

    Currículo Lattes
  • Mário Luiz Gomes Soares

    UERJ · Oceanografia

    Ecologia de manguezais e mudanças globais. Articulação do Fórum de Meninas e Mulheres pelo Clima com organizações brasileiras e internacionais.

    Currículo Lattes
  • Priscila Andrade Magalhães Rodrigues

    UFRJ · Praia Vermelha

    Educação. Apoio ao desenvolvimento de atividades para a formação de professores.

    Currículo Lattes
  • Carmen Lucia Guimarães de Mattos

    UERJ · Professora Emérita

    Educação e Tecnologias. Apoio ao desenvolvimento de atividades envolvendo tecnologias, em especial inteligência artificial.

Colaboração internacional

  • Judith O'Neil

    Universidade de Maryland · EUA

    Ciências Ambientais. Apoio à análise dos impactos das mudanças climáticas nos ambientes aquáticos e à formação de professores e estudantes.

  • Antonio Augusto Rossoto Ioris

    Universidade de Cardiff · Reino Unido

    Geografia. Apoio à análise dos impactos das mudanças climáticas na ecologia política dos recursos hídricos em contextos urbanos.

  • Valentina Grion

    Universidade de Pádua · Itália

    Pedagogia Experimental. Apoio ao desenvolvimento de atividades voltadas à formação de professores.

  • Alessio Surian

    Universidade de Pádua · Itália

    Filosofia, Sociologia, Pedagogia e Psicologia Aplicada. Apoio ao desenvolvimento de atividades voltadas à formação de professores.

A equipe reúne ainda docentes das escolas estaduais participantes, bolsistas de Iniciação Científica Júnior e de Iniciação Científica, bolsistas de divulgação científica, pós-doutorado, e estudantes de mestrado e doutorado do Programa de Pós-graduação em Educação, Cultura e Comunicação (PPGECC/UERJ). A relação completa das bolsistas será publicada na página Meninas.

Parceiros

Instituições parceiras

O projeto é desenvolvido na Faculdade de Educação da Baixada Fluminense (FEBF/UERJ), em Duque de Caxias, com a infraestrutura da unidade e do Programa de Pós-graduação em Educação, Cultura e Comunicação (PPGECC), e é conduzido pelo Laboratório de Pesquisa em Educação, Natureza e Sociedade (LabPENSo/CNPq).

Parcerias nacionais

  • IFRJ · Campus Duque de Caxias

    Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro. Visitas e atividades nos laboratórios de Química e áreas afins.

  • UFRJ · Campus Xerém

    Universidade Federal do Rio de Janeiro. Visitas e atividades nos laboratórios de Biofísica e Biotecnologia.

  • UNIGRANRIO · Duque de Caxias

    Universidade do Grande Rio. Atividades de computação e acolhimento das estudantes em seus laboratórios.

  • Fórum Municipal dos Direitos da Mulher de Duque de Caxias

    Parceria na realização das rodas de escuta e nas ações voltadas aos direitos das mulheres no município.

Parcerias internacionais

  • Centro de Ciências Ambientais
    Universidade de Maryland

    Estados Unidos

  • Escola de Geografia e Planejamento
    Universidade de Cardiff

    País de Gales, Reino Unido

  • Departamento de Filosofia, Sociologia, Pedagogia e Psicologia Aplicada
    Universidade de Pádua

    Itália

Financiamento

Quem apoia o projeto

O Meninas pelo Clima é financiado por editais públicos voltados à inclusão de meninas e mulheres nas ciências, criados como resposta a um histórico de desigualdades de gênero nas áreas científicas e tecnológicas.

Agência federal

CNPq

Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, no âmbito da Chamada CNPq/MCTI/MMulheres nº 31/2023.

  • 20 bolsas de Iniciação Científica Júnior para estudantes do Ensino Médio
  • 4 bolsas de Apoio Técnico — Nível Superior para docentes das escolas
  • Bolsas de Iniciação Científica, Apoio à Difusão do Conhecimento e Pós-doutorado Júnior
Agência estadual

FAPERJ

Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro, por meio do Edital nº 02/2024 — Programa Meninas e Mulheres nas Ciências Exatas e da Terra, Engenharias e Computação.

  • 9 bolsas de Pré-iniciação Científica (Jovens Talentos) para estudantes do Ensino Médio
  • 3 bolsas de Treinamento e Capacitação Técnica para docentes das escolas

Apesar dos avanços no acesso à educação, ainda persistem barreiras estruturais que afastam as mulheres das áreas de Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática — estereótipos de gênero, ausência de referências femininas, desigualdade de oportunidades e ambientes acadêmicos pouco inclusivos. Os editais que sustentam este projeto existem para enfrentar essas barreiras.

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Conheça o que as meninas estão construindo

As atividades desenvolvidas nas escolas, as tecnologias utilizadas e os materiais produzidos pelas estudantes estão reunidos nas demais páginas do site.